27.6.09

RATOLÂNDIA - MEUS RATOS MIMADOS

       Por mais que eu ache que o Dom está errado, às vezes, tenho de concordar com ele. Um bom exemplo é quando ele me diz:

       - Você gosta de sofrer. Você só tem esses ratos para sofrer, você sabe que eles morrem logo.

       Não tenho meus nenês para sofrer, mas sei que suas mortes prematuras me causam uma dor inenarrável.

       Sábado é o dia que dedico a eles. Passo a maior parte do tempo limpando as gaiolas e conversando com eles. Pego-os na mão, coloco-os no ombro, cubro-os de beijos. Hoje, perdi o Eric Carr, meu dongo branquinho. Não sei do que ele morreu. Só encontrei seu corpinho. Ao mesmo tempo, percebi que a Lygia - que fez dois aninhos dia 24 - está com um caroço enorme que vai do mamilo esquerdo em direção ao pescoço. E a Penny Lane, que fez dois anos em setembro passado, também está com um caroço na coxa. Penny Lane é uma hamster anã russa. Mais de dois anos, já é hora extra, mas não consigo me conformar. Quando aparecem esses caroços, é sinal de que estão velhinhos e de que tem pouco tempo. Sei que é assim, sofro muito com isso, mas não consigo fechar meu coração para os roedores. Simplesmente amo a espécie! Sou doida por um rato, o que posso fazer ? Pode ser que este seja o jeito que achei de me acostumar com a idéia da morte. Se for isso, não está dando certo, pois acredito que a morte não é uma coisa com a qual a gente consiga se acostumar. A morte é um ladrão que nos rouba sempre o maior tesouro. Aliás, ela não rouba, ela furta. Chega de repente, sem ninguém perceber e nos toma o que temos de  mais importante.

       Vou perder minha Ligynha e minha Penny Lane em breve. E não vou me acostumar com isso. Caralho! Como dói!

CAPITU    16:18:16 — Arquivado em: Sem categoria


26.6.09

MORTE TIPO A E MORTE TIPO B

       Ontem morreram Farrah Fawcett e Michael Jackson. Ela ganhou segundos nos jornais, morreu de câncer, aos sessenta e dois anos. Foi uma das mulheres mais bonitas da década de setenta e se destacou no seriado Charlie’s Angels. Hoje já está esquecida e ofuscada pela morte do abestalhado do Michael Jackson, que morreu aos cinquenta anos, foi a machete e assunto principal de todos os jornais (mais comentado do que o resgate dos corpos das vítimas do avião), provavelmente por causa do monte de bolas que tomava.

       Nunca gostei de Michael Jackson como artista ou como pessoa. Na época de Thriller, eu já amava o KISS e ouvia o Creatures of the Night noite e dia, mas reconheço que ele teve sua importância na história da música. Agora, comparar a morte dele com a de Elvis Presley e com a de John Lennon é um certo exagero. Madonna faz uma música pop de mesma importância. Só que ela nunca foi acusada de abusar de criancinhas.

       Acredito sim que Michael era um pedófilo, pois ninguém faz tantos acordos milionários se não tem culpa no cartório, mas isso não vem ao caso. A morte dele não mudou minha vida em nada. Fiquei com pena foi da panterinha já esquecida.

       Só para terminar: dizem que se Michael Jackson foi para o Céu, ele já está atrás do Menino Jesus!

       Jesus por Jesus, fico com o da Madonna!

CAPITU    19:39:51 — Arquivado em: Sem categoria


23.6.09

PARA MEU SOBRINHO BRYAN

Deixe a luz acesa
O ar ficou mais puro
Onde houve beleza
Ficou dito tudo…

Flores, frases feitas
O meu mundo é outro lugar
Só uma certeza
Faça este dia acordar
A vida se dar
Reafirmar o que vimos juntos

E te ter aqui

Deixa eu sangrar ao menos
Deixa eu chorar então
Deixa eu sangrar ao menos
Deixa eu perder a ilusão
Deixa eu sangrar ao menos
Deixa eu chorar então
Restam a noite, os ventos
E as coisas como são

O teu melhor vestido
Hoje nada mais vai servir
Fique aqui comigo
Abra os olhos, venha assistir
O mundo girar
Ver passar cada segundo

E te deixar ir

                                    - Deixa eu sangrar, Titãs

 

 

CAPITU    17:30:49 — Arquivado em: Sem categoria


21.6.09

SACOS PLÁSTICOS

       CD novo dos Titãs. Sou suspeita, pois acompanho a banda desde o começo e gosto muito deles. Depois que o Renato (Russo) morreu e a Legião Urbana acabou, das bandas ativas, gosto mais dos Titãs. E o Capital ? - você me pergunta. "Pelamordedeus!" (como diz um amigo). Capital é banda de adolescente retardado! Não gosto do Capital, meu negócio, ali, é pessoal com o Dinho!

       Ainda não sei dizer de qual música gostei mais. Estou naquela fase de me acostumar com as músicas novas. Também não sei se entendi direito a proposta do CD. O título sacos plásticos me remete à degradação do Planeta. E a capa, os manequins, me faz pensar em seres humanos plastificados, produzidos em série, sem opinião ou personalidade. De qualquer jeito, o CD é bom. É bem Titãs. Falta o show! Cadê o show, Paulo Miklos, meu bicho escroto querido ?

 

CAPITU    18:28:42 — Arquivado em: Sem categoria


NÃO ME LEMBRO COMO EU ERA ANTES DE VOCÊS

       O texto abaixo é uma crônica que acabei de enviar para o site que me publica, os Anjos de Prata. Aos poucos, vou postando meus humildes textos - sem nenhuma pretensão literária, que fique claro - aqui. 

    Deve ser a primeira crônica que escrevo, mas não há outro formato para falar do meu tesouro. Porque o meu tesouro é o tesouro de muitas outras pessoas também.
 
       Fui uma das mais de quarenta milhões de pessoas que acessaram o vídeo do leãozinho Christian, no YouTube. O meu tesouro é o tesouro daqueles dois rapazes: o amor de um animal. E o amor que poucos seres humanos são capazes de sentir por um animal, qualquer animal, não importa a espécie.
 
       Quando perdi meu primeiro gato, o Lee, ele tinha peritonite infecciosa felina. Uma doença que não tinha cura. Ele não tinha nem dois anos de vida. Mantive-o comigo da forma mais confortável possível até que ele pediu para que eu o deixasse partir. Quem ama os animais de verdade sabe do que estou falando. Quem não ama, deve estar achando que isso é uma conversa de doido. Não importa, um poeta, nos anos setenta, cantava “mais louco é quem me diz/ e não é feliz/ eu sou feliz”.
 
       Lembro-me de uma conversa que tive há tempos com uma amiga. Ela dizia que quando a cachorra dela, uma labradora, faleceu, ela a enterrou sob uma árvore, debaixo de um temporal. A partir da primavera seguinte, a árvore que nunca havia florescido, passou a dar umas flores brancas belíssimas, as mais belas que a minha amiga já vira.
 
       Essas histórias não acontecem apenas com cães e gatos. Há pouco mais de três anos, perdi um hamster. Não foi o primeiro hamster que tive, mas foi o mais amado. Tínhamos uma ligação especial. Eu vivia com o Dee Dee nas mãos. Ele tinha o pelo mais longo do que o comum, bem branquinho. Às vezes, a serragem se misturava ao pelo e formava nós que ele, já velhinho, não conseguia desfazer. Eu pegava um pente desses para cabelo de nenê e, entre beijos em sua barriga, ficava penteando-o até desmanchar todos os nós. Ele chegava a dormir na minha mão.
 
       Com a idade, o Dee Dee ficou cego e desenvolveu artrite. Comecei a mexer com ele cada vez menos, para não incomodá-lo. Em sua última semana, ele mal se mexia. Relutante, eu lhe dava analgésicos em uma seringa, na boca. Sofria ele e sofria eu.
 
       Numa noite quente de verão, chovia muito. Segurei-o na mão para medicá-lo. Não consegui. Fiquei conversando com ele. Bem baixinho:
 
       - Vai, Dee Deezinho, se você precisa ir. A mamãe não vai ficar triste com você. Vá descansar, meu amor. Você foi um ratinho tão valente! Um ratinho tão amado! Está na hora de você ir descansar. Vá em paz, meu filhinho.
 
      Entre minhas lágrimas e uísque, ele foi relaxando na minha mão. Eu acariciava seu pelo, secava o rosto antes de beijá-lo e tentava convencê-lo de que estava tudo bem. Aos poucos, sua respiração foi ficando com o ritmo mais lento. Até que parou de vez. Ainda chorei muito com o corpinho dele na mão. Então o coloquei enrolado em papel-toalha numa caixinha cheia de flores desenhadas e desci, debaixo de chuva para enterrá-lo sob umas flores, na praça em frente ao meu apartamento.
 
       Talvez essa crônica nem seja publicada por fugir um pouco ao estilo do site, mas depois de ver pela milésima vez o vídeo do leão Christian, quis dividir meu maior tesouro com você que me lê.
 
 
                                                                                                    
 
CAPITU    17:22:06 — Arquivado em: Sem categoria


MÚSICA DO CHRISTIAN

Always
Bon Jovi
 
Sempre
Bon Jovi

This Romeo is bleeding
But you can’t see his blood
It’s nothing but some feelings
That this old dog kicked up

It’s been raining since you left me
Now I’m drowning in the flood
You see I’ve always been a fighter
But without you I give up

Now I can’t sing a love song
Like the way it’s meant to be
Well, I guess I’m not that good anymore
But baby, that’s just me

yeah, I will love you baby - Always
And I’ll be there forever and a day - Always

Now your pictures that you left behind
Are just memories of a different life
Some that made us laugh, some that made us cry
One that made you have to say goodbye
What I’d give to run my fingers through your hair
To touch your lips, to hold you near
When you say your prayers
Try to understand
I’ve made mistakes, I’m just a man

When he holds you close, when he pulls you near
When he says the words you’ve been needing to hear
I’ll wish I was him `cause those words are mine
To say to you till the end of time

Yeah, I will love you baby - Always
And I’ll be there forever and a day - Always
If you told me to cry for you
I could
If you told me to die for you
I would
Take a look at my face
There’s no price I won’t pay
To say these words to you

yeah, I will love you baby - Always
And I’ll be there forever and a day - Always
I’ll be there till the stars don’t shine
Till the heavens burst and
The words don’t rhyme
And I know when I die, you’ll be on my mind
And I’ll love you - Always

Well, there ain’t no luck
In these loaded dice
But baby if you give me just one more try
We can pack up our old dreams
And our old lives
We’ll find a place where the sun still shines

Este Romeu está sangrando,
Mas você não consegue ver seu sangue.
Não é nada, apenas uns sentimentos
Que este cachorro velho provocou.

 

Está chovendo desde que você me deixou,
Agora estou me afogando na enchente.
Você sabe, eu sempre fui um lutador,
Mas sem você eu desisto.

Agora eu não consigo cantar uma canção de amor,
Da maneira como devia ser.
Bem, eu creio que não sou mais tão bom assim,
Mas, baby, este simplesmente sou eu.

Sim, eu amarei você, baby - sempre.
E eu estarei lá eternamente - sempre.

Agora suas fotos que você deixou para trás
São apenas lembranças de uma vida diferente:
Algumas que nos fizeram rir, algumas que nos fizeram chorar,
E uma [lembrança] que fez você ter de dizer "adeus".
O que eu daria para passar meus dedos pelo seu cabelo,
Tocar seus lábios, te segurar juntinho…
Quando você fizer suas orações,
Tente compreender:
Eu cometi erros, sou apenas um homem.

Quando ele te abraçar apertado, quando ele te puxar pertinho,
Quando ele disser as palavras que você estava precisando ouvir,
Desejarei que eu fosse ele, pois aquelas palavras são minhas
Para dizer a você, até o fim dos tempos…

Sim, eu amarei você, baby - sempre.
E eu estarei lá eternamente - sempre.
Se você me mandasse chorar por você,
Eu poderia.
Se você me mandasse morrer por você,
Eu morreria.
Dê uma olhada em meu rosto:
Não existe preço que não pagarei
Para dizer estas palavras para você.

Sim, eu amarei você, baby - sempre.
E eu estarei lá eternamente - sempre.
Eu estarei lá até que as estrelas não brilhem [mais],
Até que os céus arrebentem e
As palavras não rimem.
E eu sei [que] quando morrer, você estará na minha mente,
E eu amarei você - sempre.

Bem, não existe nenhuma sorte
Nestes dados viciados.
Mas, baby, se você me concedesse apenas mais uma tentativa,
Nós podemos abandonar nossos antigos sonhos
E nossas antigas vidas.
Nós encontraremos um lugar onde o sol ainda brilhe…

CAPITU    16:23:03 — Arquivado em: Sem categoria


LEÃO AMIGO

Christian

 

       Ainda é sobre Christian, o leão. É que depois de postar sobre ele ontem, achei este link para o YouTube que o Dom me mandou há tempos. Gosto mais deste, pois a música de fundo, Always, do Bon Jovi pareceu-me ser a trilha sonora perfeita. Não canso de ver e de me emocionar a cada vez que vejo. E, na última sexta, o Dom me deu o livro que conta essa história linda. Chama-se Um Leão Chamado Christian, da Editora Nova Fronteira. Para quem acha que o amor animal é o mais verdadeiro e puro dentre todos os amores, é imperdível. Este sim, é o amor incondicional. E mais uma vez, afirmo: sinto-me privilegiada por conhecê-lo em toda sua plenitude.

CAPITU    16:15:46 — Arquivado em: Sem categoria


20.6.09

UM LEÃO CHAMADO CHRISTIAN

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       Quero um amor verdadeiro desses só para mim…

CAPITU    20:46:08 — Arquivado em: Sem categoria


15.6.09

TODA FORMA DE AMOR VALE A PENA E SEM AMOR NÃO VALE A PENA

 

       Ontem, na av. Paulista, aconteceu a Parada do Orgulho Gay. Eram esperadas cerca de três milhões de pessoas. Se não tinha toda essa gente, chegou bem perto. Durante o evento, não houve nenhuma briga. As pessoas que foram parar naquelas cabaninhas dos médicos, só foram porque beberam muito. Seria ótimo se a notícia parasse aqui. Infelizmente, depois da comemoração ( a maior em número de pessoas e a segunda maior em termos de grana que acontece em Sampa), a intolerância se manifestou. Jogaram uma bomba caseira da janela de um prédio em cima de um grupo. Logo adiante, dois rapazes foram espancadas. E aqui, bem na praça onde escolhi morar, esfaquearam um rapaz.

       Não sou homossexual apenas porque nasci mulher e gosto demais de homem. Se eu tivesse nascido homem, com toda a certeza, eu continuaria gostando de homens, aí eu seria gay - com muito orgulho.

       Antes de eu ter a Isabel, costumava ir à Parada e me divertia muito. A Parada te dá a ilusão de que o Brasil está se tornando um país melhor, capaz de não julgar as pessoas pela sua orientação sexual  ou pela cor da sua pele ou por qualquer outro motivo imbecil. Aí a Parada acaba e a gente se vê de volta no Stonewall Inn, na Christopher Street, em Manhattan (NY), em 1969.

       Dentro da minha ignorância, acredito que são essas atitudes preconceituosas, essa cultura de que só o macho branco é que presta que faz o mundo se tornar cada vez um lugar mais insuportável. Ainda bem que o Renato (Russo) não viveu para ver isso.

     Em tempo: na foto, o Stonewall Inn.

CAPITU    14:02:00 — Arquivado em: Sem categoria


STONEWALL

       
 

  
Stonewall era um bar frequentado por gays, lésbicas e travestis em Nova York no final da década de 60 que se destacava dos outros por permitir que os casais de mesmo sexo dançassem à vontade. É claro que, como todos os outros bares do género da cidade, Stonewall estava sujeito a ocasionais rusgas policiais sob um pretexto qualquer - geralmente por falta de licença para vender bebidas alcoólicas. Durante essas rusgas, os polícias além de fechar o estabelecimento, curiosamente, levavam presos todos os homens ou mulheres que estivessem travestidos.

No dia 28 de junho de 1969 o bar Stonewall foi local de mais uma rusga policial e todos os travestis que se encontravam no bar foram presos. Mas, ao contrário das outras vezes, as pessoas resolveram resistir, em solidariedade com os presos. O clima foi ficando cada vez mais tenso. Gays e lésbicas de um lado e polícias do outro. E travestis, presos.

Trecho do Village Voice: "De repente, a polícia chegou e as coisas aqueceram. Três das mais descaradas travestis - todas em drag - foram empurradas para dentro da viatura, tal como o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou incentivando o povo a virar a carrinha da polícia. Nisso, saía do bar uma lésbica, que começou uma briga com os polícias. Foi nesse momento que a cena se tornou explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direcção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os polícias…"

Quando viram a multidão enfurecida, os polícias refugiaram-se dentro do próprio Stonewall para se proteger. Enquanto os homossexuais começaram literalmente, a atear fogo ao bar. Acoçados, os polícias apontaram extintores e mangueiras, mandando água em direção à multidão furiosa. Logo depois chegaram reforços policiais que tentaram dispersar o grupo rebelde. Mas de nada adiantou: o pessoal não saiu dali e voltou a se agrupar para vaiar os polícias atirando pedras, tijolos, garrafas e tocando fogo às latas de lixo. Quando finalmente conseguiu acalmar a situação, a polícia voltou para a esquadra com um saldo de 13 presos.

No dia seguinte os polícias voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das rusgas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos polícias e mais uma vez a polícia investiu contra os manifestantes.

Os homossexuais contaram com a solidariedade dos habitantes locais e tudo só acabou com a decisão do Presidente da Câmara de acabar com a violência policial.
No terceiro dia, um domingo, as coisas pareciam ter voltado ao normal e o bar Stonewall foi reaberto. Os seus clientes habituais voltaram, a polícia deixou-os em paz por um tempo e os jornais acabaram por se ocupar de outros assuntos.

Mas na verdade tudo havia mudado. A partir daquele dia, aqueles gays, lésbicas e travestis perceberam que nunca iriam ser aceitos pela sociedade se ficassem apenas à espera e a depender da boa vontade da sociedade. A rebelião mostrou que a atitude que deveria ser tomada era a do enfrentamento. O discurso mudou. Nada mais de pedir para ser aceito: era preciso exigir respeito.

Foi assim que nasceu o Dia do Orgulho Gay, coincidentemente, no mesmo dia em que morreu Judy Garland, ícone máximo da comunidade gay que, em "O Feiticeiro de Oz", sonhava com um mundo melhor, além do arco-íris:

"Somewhere, over the rainbow, way up high,

There’s a land that I heard of once in a lullaby.

Somewhere, over the rainbow, skies are blue,

And the dreams that you dare to dream really do come true."

 

Publicado originalmente no Centro de Media Independente do Brasil

 

CAPITU    13:39:15 — Arquivado em: Sem categoria
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